Na semana passada você entendeu os benefícios e porquês de se organizar a vida financeira.

Antes de começar a ler o texto de hoje, eu espero que você esteja usando a sua melhor roupinha porque um evento inédito vai acontecer agora.

Você vai aprender a como colocar a casa em ordem para desfrutar de uma vida financeira tranquila e sem sustos.

Então, pega um papel e uma caneta e anote estes 7 passos importantes, ok? E não se esqueça que não basta apenas ler e absorver a informação se você não colocá-la em prática.

1- Faça um controle financeiro

Quais são as suas fontes de renda e quanto de dinheiro elas te proporcionam por mês?

E em relação aos seus gastos, quanto eles te custam por mês?

Você sabe essas informações?

“Patrícia, eu sei de tudo isso de cor. Está na minha cabeça”.

Que ótimo que está na sua cabeça, mas não deixe de anotar no papel.

Essa é uma das dicas mais simples e óbvias, mas o problema é que as pessoas são teimosas e preferem confiar na memória.

No ritmo acelerado em que vivemos hoje em dia, é provável que você se esqueça de um ou outro gasto. E nesse caso, qualquer esquecimento de R$2,00 que seja faz a diferença.

“Tá brincando né? Dois reais não impacta o meu orçamento”.

Acredite, impacta. Imagina se todo dia você compra uma coisinha de dois reais e esquece de fazer o abatimento desse gasto na sua fonte de renda. Em um mês, lá se foram R$60,00. Em doze meses, o acumulado chega a R$720,00.

É por isso que muitas pessoas reclamam que não sabem para onde o dinheiro está indo, porque teimam em confiar na memória. Você acha que a sua memória vai se lembrar da geladeira que custou R$3000,00 ou daquela bala que você comprou por R$2,00?

A tendência é que a gente se lembra dos gastos maiores e se esqueça dos gastos menores. Aí, não tem santo que faça milagre mesmo. A conta não vai fechar.

Por isso, tire um tempo do seu dia e ANOTE! Anote tudo o que entra de dinheiro durante o mês e tudo o que sai.

1.1- Separe e analise o seu controle

Quando você colocar no papel os gastos, separe-os em gastos necessários e supérfluos.

Por exemplo, uma conta de água, conta de luz, aluguel e alimentação são gastos necessários e que acontecem todo mês, correto?

Já uma saidinha para o cinema ou aquela blusinha de R$100,00 e que você vai usar somente uma vez na vida podem ser cortados.

Aqui não tem receita mágica. Cada um tem um contexto e deve se adaptar de acordo com ele. Para você, quais dos gastos que você tem são necessários? Quais gastos são para você como a água é para o nosso organismo – ou seja, imprescindíveis?

E quais gastos não vão fazer falta, mesmo que o corte deles em um primeiro momento seja doloroso?

Veja bem, cortar o cinema, a cervejinha ou as festas agora não significa que você vai viver sem nenhum tipo de lazer para sempre.

Significa que no momento, você vai precisar abrir mão de alguns prazeres para oxigenar a sua vida financeira. Depois, quando tudo estiver organizado, você coloca novamente essas atividades na lista.

“Eu não consigo cortar tudo assim de uma vez, Patrícia”.

Tudo bem! Se você não consegue fazer um corte total, pelo menos diminua o gasto. Se por mês as saídas aos finais de semana te custam R$400,00, o que você pode fazer para esse gasto diminuir para R$100,00?

Exercite a sua criatividade também!

O importante é que tudo esteja registrado. Tanto o que entra, como o que sai.

2- Negocie as suas dívidas

Ao fazer o seu controle financeiro, você percebeu que tem uma parte considerável do seu dinheiro que está indo (ou no pior dos casos, não indo porque você tem mais gastos do que receita) para quitar as dívidas.

O grande problema é que essas dívidas possuem juros muito altos.

O que você faz?

Você vai ligar para o credor e renegociar essas dívidas.

Mas, não se esqueça que ao renegociar você precisa cumprir com o combinado, ok?

Por isso é importante que o seu controle financeiro esteja em dia, porque você vai precisar fazer cortes para encaixar o pagamento das suas dívidas.

3- Economize

Você renegociou as suas dívidas e o seu controle está sendo mensalmente atualizado.

A missão agora é economizar dinheiro.

“Patrícia, mas quanto por mês eu devo economizar?”

Para os que estão entrando nessa vida agora, eu recomendo que vocês economizem qualquer quantia.

Que seja cinquenta reais por mês, o importante no momento é começar a economizar.

Isso vai te ajudar a desenvolver o hábito de guardar dinheiro.

Por exemplo, imagine uma pessoa que ganha R$2000,00 por mês. Se eu falar, “olha, fulana (o), você precisa economizar pelo menos 50% da sua renda!”.

Vocês acham que ele ou ela vai guardar R$1000,00 assim de cara se não tem o hábito?

A resposta é não!

Por isso, desenvolva o hábito com quantias pequenas primeiro e depois, de acordo com a sua realidade, você vai estipular uma porcentagem.

4- Monte uma reserva de emergência

Aconteceu um B.O no mundo e você acordou sem nenhuma fonte de renda. Nada. Zero. Vazio.

E aí, até quando daria para continuar vivendo sem reduzir o seu padrão de vida?

A maioria das pessoas não consegue responder a esta pergunta por dois motivos:

1º Não tem a reserva de emergência

2º Não sabe quanto vale a sua reserva de emergência

Possuir uma reserva de emergência é importante porque imprevistos acontecem e nenhum de nós está imune a eles.

Um acidente, uma emergência médica, um gasto não previsto, uma oportunidade que surge, mas que vai exigir que você desembolse uma quantia grande. São situações que podem acontecer e podem nos pegar desprevenidos. ⠀

A reserva de emergência além de servir como um respiro a esses imprevistos, significa também liberdade financeira.

Para calcular a sua reserva de emergência, você precisa dividir o valor que possui guardado pelo seu custo de vida mensal. ⠀

Por exemplo, você tem dez mil guardado na sua reserva de emergência e o seu custo de vida mensal é de cinco mil. Ou seja, se você perdesse todas as suas fontes de renda, conseguiria viver mais 2 meses sem descer o seu padrão de vida.

O recomendado é que a sua reserva de emergência equivalha a pelo menos 6 meses do seu padrão de vida.

5- Faça um planejamento financeiro

Você fez o seu controle, renegociou as suas dívidas, está economizando, montou a sua reserva de emergência… Mas afinal, tudo isso para quê?

Qual objetivo financeiro você quer alcançar?

É importante ter clareza desse ponto para que você não desista no meio do caminho.

A dica para fazer o seu planejamento financeiro é que você defina metas de curto, médio e longo prazo.

Depois das metas definidas, anote o montante necessário para cada meta e o prazo que você terá para realizá-las.

Assim, você vai ter uma visão do porquê está organizando a sua vida financeira e aonde você quer chegar.

6- Consiga uma fonte de renda extra

Você já sabe quanto custa os seus sonhos, mas o seu orçamento dá conta deles?

Você já cortou todos os gastos que podia e ainda vai faltar dinheiro para as metas?

A dica então é para que você encontre uma fonte de renda extra para complementar a sua.

Você pode vender coisas e objetos que não usa mais (desde que eles estejam em bom estado de uso), você pode fazer docinhos para vender, trabalhar aos finais de semana em algum bico.

Novamente, aqui vale usar a criatividade.

Mas, não se esqueça que é importante prezar pela sua saúde física e mental também, então nada de querer trabalhar vinte e quatro horas por dia, ok?

Concilie o seu trabalho atual e a sua renda extra de forma que você não se sinta exaurido ao realizar os dois.

7- Invista o seu dinheiro

Este passo é o auge da organização financeira!

Para você chegar nele, todos os outros seis precisam estar em dia.

Por exemplo, não dá para investir se você tiver dívidas, não dá para investir se não tiver dinheiro sobrando, você não vai conseguir investir se não souber para o quê está investindo.

Se você não tem uma reserva de emergência, vai colocar toda a sua poupança numa aplicação de renda variável?

Claro que não!

Perceba que todos os passos estão interligados, por isso, não adianta pular ou ignorar nenhum!

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